Ociopata

O ópio é ócio de rico,
O ócio é ópio de pobre,
E o crack a droga do mendigo.

Alma

Achei esse poema num arquivo do notepad perdido pela minha HD...


Alma?

Alma burguesa!
Alma julgada!
Alma errante!
Coração palpitante?!

Que infinito é esse?
que sucumbi minha mente
que poluição é essa
que modifica minha mente?

O dia jorra luz,
assim como a noite jorra escuridão,
demasiada ilusão

Pelo instante
e exato momento
enquadrante.

Filipe...

Tu és um puto na minha vida
vagabundo em cada esquina
que não agarra nenhuma menina

Vagas pela noite atrás de um parceiro
para jogar uma sinuca lá no beco
no bar do seu marujo aquele grande seresteiro.

Falas demasiadamente bonito
parece até jurista
mas não passa de um futuro dentista


És um amigo leal
que chupa o meu pal
e faz rir até passar mau

Devaneio de uma lua cheia

Ao longe
escuto passos,
perpasso,
ao som de cada calço,
o nervo,
eles param.
Parece que me escutam,
vigiam,
vem o arrepio,
penso,
novamente ouço.
Forte.
Mais forte,
mais...
morte!

Flores e rosas

Flores e rosas

Fodam-se as flores
os cravos
e as rosas

Fodam-se os escravos
a bastilha
e a revolução

Fodam-se o cotidiano
a ilusão
e a amante do patrão

Fodam-se a tristeza
a ignorância
e a intediante solidão

Fodam-se o ódio
a dor
e a folclorica população

Foda-se!